ArtNow Report - Ed. 08 - Port

Edição 08

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Junho

Junho

Junho 2025

2025

2025

r e p o r t

ArtNow

ArtNow Report

Arte de todas as formas

Editorial

A Art Now Report é uma revista dedicada à

divulgação da arte contemporânea em

todas as suas formas e expressões. Nosso

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uma visão abrangente do mundo artístico,

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Junho 2025

Desperte sua criatividade. Bem-vindo à ArtNow Report.

Pintura

Fotografia

Arquitetura

Escultura

A Dama de Ferro

A Dama de Ferro

Entre ferro e poesia, uma

Entre ferro e poesia, uma

Entre ferro e poesia, uma

escultura que atravessa os

escultura que atravessa os

escultura que atravessa os

séculos

séculos

séculos

ELA SE ERGUE

SOBRE PARIS NÃO

APENAS COMO

UMA ESTRUTURA,

MAS COMO UM

MANIFESTO.

Uma renda de metal tecida contra o céu, um esqueleto aéreo que desafiou o chão e

os preconceitos de sua época. A Torre Eiffel, carinhosamente apelidada de "A Dama

de Ferro", é mais do que um marco; é uma história de ousadia, uma celebração da

engenharia que se metamorfoseou em arte, um diálogo eterno entre a força do

material e a leveza do design.

Construída para a Exposição Universal de 1889, celebrando o centenário da

Revolução Francesa, a Torre de Gustave Eiffel foi, em seu nascimento, um gigante

controverso. Criticada por muitos como uma "monstruosidade metálica", um

"espargo" industrial que desfiguraria a beleza clássica de Paris, ela enfrentou a

resistência de intelectuais e artistas da época. Mal sabiam eles que aquela estrutura

seria não apenas um prodígio da engenharia, mas uma musa inesperada e

duradoura.

A Torre Eiffel representou a revolução silenciosa da engenharia do ferro e,

posteriormente, do aço. Gustave Eiffel, um visionário, compreendeu o potencial deste

material da era industrial – sua resistência, sua maleabilidade, sua capacidade de

ascender a alturas inimagináveis com uma aparente fragilidade. Cada uma das

18.038 peças de ferro forjado, unidas por mais de 2,5 milhões de rebites, foi

calculada com precisão matemática, criando uma estrutura que combinava força

estrutural com uma elegância surpreendente. Eiffel não apenas construiu uma torre;

ele orquestrou uma sinfonia de linhas e forças, transformando o ferro bruto em

poesia estrutural.

Sua presença no horizonte parisiense a tornou rapidamente um marco, um farol de

modernidade que redefiniu a silhueta da cidade. De símbolo temporário de uma

exposição, ela se tornou o coração pulsante de Paris, um ícone que encapsula a

identidade francesa – uma mistura de tradição e vanguarda, de beleza clássica e

audácia inovadora.

E é precisamente nessa audácia e na execução magistral que reside sua beleza

estética. O design industrial da Torre, com sua estrutura aparente, sua dança de

linhas diagonais e curvas graciosas, transformou o que poderia ser apenas

funcional em algo sublime. Essa estética do ferro forjado, essa "renda" industrial

erguida no céu, reverberou muito além da construção civil. Sua influência pode ser

percebida no design de mobiliário, luminárias e objetos, onde a estrutura se torna

ornamento, e a leveza aparente da treliça inspira novas formas e texturas, ecoando

a audácia da Dama de Ferro.

Na história da arte, a Torre Eiffel foi uma tela em branco e uma fonte inesgotável de

inspiração. Impressionistas como Seurat e Pissarro a capturaram sob diferentes

luzes e atmosferas; cubistas como Delaunay a desconstruíram e reconstruíram em

múltiplas perspectivas, celebrando sua forma dinâmica; fotógrafos desde sua

inauguração exploraram novos ângulos e escalas, revelando sua monumentalidade

e intimidade; ilustradores e designers gráficos a transformaram em logotipos,

cartazes e padrões, cimentando seu lugar no imaginário visual global. A Torre não

era apenas um objeto a ser representado; era uma presença que dialogava com o

movimento, a luz, a perspectiva e a própria ideia de representação moderna.

A Dama de Ferro borrou as fronteiras entre engenharia e arte de forma definitiva.

Aquilo que nasceu da necessidade técnica e da visão de um engenheiro se revelou

uma escultura monumental a céu aberto, um testamento de que a funcionalidade

extrema pode gerar uma beleza inigualável. Ela nos lembra que a arte não está

confinada a telas e pedestais; pode ascender aos céus, construída com a força do

metal, pulsando com a alma de uma cidade e de uma era.

A Torre Eiffel é o testemunho de que a arte, às vezes, se ergue sobre parafusos e

vigas — mas sempre com alma.

Depois de atravessarmos as páginas que

celebram a “Dama de Ferro”, é tempo de

deixar que o vento nos leve. Mas não um vento

qualquer — e sim aquele sopro delicado que

desliza entre as folhas de uma colagem, que

sussurra entre lembranças e texturas, que

sopra histórias antigas para dentro do agora.

Um sopro chamado Simone Momente.

SOPRO

SOBRE PARIS

O Sopro que Habita o Ferro

O Sopro que Habita o Ferro

O Sopro que Habita o Ferro

Simone Momente

Simone Momente

Simone Momente

Se a "Dama de Ferro", imponente e sólida, nos contou sua história de engenharia

e audácia nas páginas anteriores, agora é a vez de ouvir seus sussurros mais

íntimos. Simone Momente chega para nos desvelar não apenas a estrutura de

metal e rebites, mas a alma que ali pulsa – um palco de afetos, um guardião de

memórias. Em suas mãos, a Torre Eiffel transcende o aço frio para se tornar um

convite à poesia e à introspecção.

A arte de Simone reside precisamente nesse delicado ponto de encontro: a

tensão lírica entre a rigidez reconhecível da engenharia e a fluidez dos

sentimentos que ela evoca. Seu trabalho na Torre é a materialização dessa

dualidade. Utilizando camadas de papel e a leveza translúcida da aquarela, ela

constrói uma "trama" visual que parece suavizar o ferro, permitindo que a Dama

respire, que dance com o vento invisível de Paris e observe a passagem gentil do

tempo.

Mas essa Torre é, acima de tudo, uma arquitetura de afetos. Essa é uma

assinatura de Simone Momente, já reconhecida pelos leitores da ArtNow Report

ao desvelar a alma de ícones que vão do modernismo brasileiro ao luxo global,

como o Copan, o MASP, a Ponte Estaiada em São Paulo, o histórico Hôtel du Marc

na França e a futurística Vela do Deserto (Burj Al Arab) em Dubai. Simone tece a

Torre com fios de lembrança: as histórias dos pais sobre Paris, os ventos alísios

mencionados com encanto, a delicadeza das cadeiras trançadas dos cafés, o

dourado das árvores nos parques, a celebração dos 25 anos de casamento

vivida sob seu olhar vigilante. A Torre Eiffel, em sua obra, deixa de ser apenas um

monumento para se tornar um portal onde o tempo se dobra e as memórias –

pessoais e universais – se sobrepõem em camadas visuais, criando uma

verdadeira paisagem da alma.

P o r q u e S i m o n e n ã o p i n t a P a r i s .

E l a a r e v i v e .

A técnica de Simone é intrínseca à sua narrativa. As colagens e a sobreposição

de papéis não são meros recursos; são a própria metáfora da acumulação de

histórias, das vivências que se somam como estratos na pele da cidade e na

nossa memória. Cada pedaço de papel é um fragmento de tempo, cada

pincelada de cor, um eco de emoção.

Na obra de Simone, a Torre Eiffel revela a alma de Paris: ousada na inovação,

mas profundamente artística e poética. Ela se ergue como um farol que, através

das gerações, conecta pessoas e sentimentos, acolhendo fragmentos de

memória de turistas, moradores e apaixonados. E nesse diálogo entre o ícone e o

afeto, encontramos a própria Simone. Sua afinidade visceral com Paris, sua

linguagem autoral que transforma curvas em natureza e cores em sentimentos,

sua história pessoal imbricada na tela – tudo isso é a "Simone" que habita e dá

vida a essa Torre. Os detalhes camuflados na base, como memórias discretas

espalhadas pela cidade, só são percebidos por um olhar que ousa ir além do

óbvio, um olhar atento que ela nos ensina a cultivar.

Simone Momente deseja que, ao contemplar sua Torre, o espectador sinta uma

brisa de lembrança – uma experiência universal de afeto, mesmo que nunca

tenha estado lá. Que sinta o tempo passar com uma gentileza inesperada,

mediada pela solidez da estrutura e a leveza dos ventos representados. E se

pudesse resumir tudo em uma palavra, seria "Sopro". Porque é o sopro das

memórias, do vento, da vida e da arte que a Torre respira em sua obra.

A arte de Simone Momente nos oferece refúgios de fluidez e sensibilidade. Ela

nos lembra que os lugares mais icônicos são construídos não apenas de

concreto e ferro, mas das histórias e emoções que neles depositamos. Sua

Torre Eiffel é um convite a desacelerar, a sentir o tempo de forma gentil e a

permitir que um "sopro" de Paris toque e reacenda a alma, provando que a arte

tem o poder de nos transportar para dentro de nós mesmos, através de um

portal tecido de memória e poesia.

Instagram: @simonefm.art

OO Corpo como Tela

Corpo como Tela

Corpo como Tela

A França que Pinta,

A França que Pinta,

A França que Pinta,

Corta e Veste a História

Corta e Veste a História

Corta e Veste a História

Vitória de Samotrácia - Louvre

Na França, a arte nunca é apenas

contemplada — é vestida.

Em nenhum outro lugar do mundo a história e a arte se

vestem com tanta elegância e audácia como na

França. Aqui, o passado não é apenas memória; é

pigmento, é textura, é forma que respira nas criações

que

adornam

o

corpo.

A

moda

francesa,

especialmente a alta-costura, é um diálogo vibrante

entre o legado visual de séculos e a inquietação do

presente, um tear onde fios de história, pinceladas de

mestres, ecos de catedrais e o virtuosismo artesanal

se entrelaçam. Desde os salões de Versalhes até os

ateliês parisienses, o gesto de criar moda foi, antes de

tudo, um gesto artístico — uma maneira de vestir a

história e esculpir o corpo como se molda o mármore

ou se pinta a tela.

VERSALHES

ENSINOU À MODA

FRANCESA QUE

VESTIR-SE É

HABITAR A ARTE.

O Palácio de Versalhes, mais que um centro de poder, foi uma vasta tela viva onde

a estética do Barroco e, posteriormente, a leveza sensual do Rococó, foram não

apenas vividas, mas vestidas. A opulência, a teatralidade e a ornamentação que

vemos nas pinturas de Charles Le Brun ou nos retratos de Hyacinthe Rigaud

encontravam seu reflexo direto nos trajes da corte. Os brocados pesados, as sedas

pintadas à mão com motivos florais que pareciam saltar das telas de Boucher ou

Fragonard, os bordados intrincados que rivalizavam com as tapeçarias de Gobelins

– tudo era parte de uma performance artística contínua. A própria silhueta, com

seus paniers e corpetes, era uma escultura ambulante, moldando o corpo segundo

os ideais estéticos da época.

Essa herança artística, essa compreensão da roupa como extensão da pintura e da

escultura decorativa, impregnou o DNA da alta-costura. O "New Look" de Dior, com

sua arquitetura têxtil, ecoava não apenas a forma, mas a intenção artística de criar

beleza estruturada, quase como uma resposta moderna às armaduras ornamentais

ou às esculturas clássicas. Chanel, ao simplificar, agiu como uma modernista

depurando a forma, mas ainda assim consciente do cânone artístico que subvertia.

Designers contemporâneos continuam a beber dessa fonte, retrabalhando a

exuberância barroca ou a delicadeza rococó, transformando a referência histórica

em citações artísticas, onde cada peça carrega ecos da grande pintura e das artes

decorativas que floresceram sob o olhar da realeza.

Retrato da Madame de Pompadour, François Boucher,

No Louvre, a arte é mais do

No Louvre, a arte é mais do

No Louvre, a arte é mais do

que uma memória:

que uma memória:

que uma memória:

é matéria-prima.

é matéria-prima.

é matéria-prima.

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