Essa entrega ao fluxo, esse respeito quase espiritual pelo
inesperado que Dani cultiva, transforma suas telas em
espelhos d’água que não apenas refletem o mundo exterior,
mas que distorcem e convidam ao mergulho interior na
paisagem da alma.
É impossível olhar para uma obra sua e sair ileso. A cor nos
toca antes que a razão compreenda. A forma nos move
antes que o nome surja. Cada trabalho é, mais do que uma
pintura, um estado de presença. A artista não impõe
narrativas: ela oferece atmosferas. Convida o olhar a se
perder, o corpo a silenciar, o espírito a flutuar.
Dani Fontenelle transforma a pintura em território de
transformação. Suas obras são atos de fé no invisível.
Fragmentos de um mundo que não se explica — apenas se
sente.
E talvez seja justamente aí que reside sua força: na coragem
de não dizer tudo. De deixar espaço. De permitir que a arte
aconteça entre a tela e o observador — como um sopro,
como um eco, como um instante eterno.
Instagram: @danifontenelle_artx