Mesmo com essa diversidade de estilos, técnicas e aplicações, existe
uma "assinatura Raggo" inconfundível. Talvez resida na vibração das
cores, na dinâmica das composições, ou na forma como ele consegue
equilibrar o apelo pop com uma execução técnica refinada. Sua
trajetória inclui passagens pelo universo midiático, como a participação
no reality "Are You The One Brasil" e trabalhos como modelo. Esses
aspectos, embora não sejam o cerne de sua arte, contribuíram para
ampliar seu alcance e conectar sua figura a um público vasto e
diversificado – um reflexo de sua capacidade de navegar pela cultura
contemporânea. A disciplina vinda de sua paixão pelo fitness e a
inspiração colhida em viagens e na natureza podem ser vistas como
ecos sutis que alimentam a energia e a constante renovação de seu
trabalho.
Raggo personifica o artista contemporâneo fluido, capaz de absorver o
bombardeio de imagens e referências da nossa era e devolvê-lo em
forma de arte que engaja, questiona e embeleza. Ele se move entre o
autoral e o comissionado, o digital e o manual, o pop e o gestual, com
uma naturalidade que desarma categorizações fáceis.
Sua obra é um reflexo de nosso tempo, e a questão que permanece não
é o que Raggo é, mas qual será o próximo território visual que sua
energia criativa irá explorar e reinventar.
E assim, enquanto reescreve, a cada gesto, o seu próprio alfabeto visual,
Raggo confirma que ser artista hoje é, mais do que nunca, inventar novas
formas de pertencer ao mundo — com cor, com coragem e com alma.