Nos Lençóis Maranhenses, sua série Versos do Vento é um ensaio sobre leveza e intuição.
O vento modela as dunas como mãos que escrevem versos invisíveis. A ausência torna-
se presença, e a paisagem não apenas mostra — sussurra.
No Jalapão, Carol encontra uma metáfora viva para os estados internos. A fotografia se
transforma em abrigo: luz, poeira e memória condensadas em silêncio. Cada registro é
uma oração íntima entre rocha, vento e tempo — uma celebração do invisível que
permanece.
Suas obras são janelas abertas à contemplação profunda, onde a arte não ilustra:
dialoga. São imagens que não querem convencer — querem acolher.
Em tempos de excesso visual, Carol Cavalcanti oferece refúgio. Um espaço de escuta.
Um convite à presença.
Instagram: @carolcavalcanti.photos