Suas mesas esculturais e objetos orgânicos parecem conter
essa sabedoria antiga. Com veios vivos e curvas livres, as
peças dialogam com a luz, com o espaço, e convidam à
contemplação e à conexão com o tempo natural. Ao unir
madeira abandonada, resina e flores preservadas, a coleção
nos chama a ver valor onde antes havia esquecimento. A
mensagem é clara e profunda: que a natureza tem memória
— e que até o que foi descartado ainda pode florescer.
No diálogo entre Brasil e França — a árvore nomeada pelos
franceses, transformada por uma artista brasileira — Teresa
Pessoa oferece não apenas objetos de contemplação, mas
fragmentos de vida que continuam contando suas histórias,
agora com nova forma, nova luz e novo afeto. Sua arte
transcende a estética; é um manifesto de consciência
ambiental, de continuidade emocional, e da celebração da
vida em todas as suas fases. Seu legado, ela espera, será a
sensibilidade de olhar para o que é simples, a coragem de
ouvir o que é sutil e a escolha de transformar o descartado em
beleza durável. Um eco poderoso que ressoa da alma
brasileira para o cenário artístico global, flamejando como um
Flamboyant sob o sol, mas com a quietude profunda de uma
memória eternizada na resina.
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