Essa admiração se estende a Madame Jeanne
Du Barry, figura que a artista confessa ter
"amado pintar" e que para ela surge como
símbolo da "fragilidade e contradição do antigo
regime". Fascinada pela história dessa mulher de
origens humildes que chegou ao coração do
poder francês, Adriana nos apresenta um olhar
onde fragilidade e força se entrelaçam.
Relatos a descrevem como "gentil, generosa,
ajudava artistas e pobres", traços que talvez se
reflitam na expressão do seu olhar, nas flores,
nas cores, elementos que para a artista "ficaram
perfeitas" nesta que foi a obra que "mais a
emocionou ao concluir". A expressão de Jeanne
na pintura não é apenas um retrato; é quase um
espelho emocional.