ArtNow Report - Ed. 08 - Port

Essa admiração se estende a Madame Jeanne

Du Barry, figura que a artista confessa ter

"amado pintar" e que para ela surge como

símbolo da "fragilidade e contradição do antigo

regime". Fascinada pela história dessa mulher de

origens humildes que chegou ao coração do

poder francês, Adriana nos apresenta um olhar

onde fragilidade e força se entrelaçam.

Relatos a descrevem como "gentil, generosa,

ajudava artistas e pobres", traços que talvez se

reflitam na expressão do seu olhar, nas flores,

nas cores, elementos que para a artista "ficaram

perfeitas" nesta que foi a obra que "mais a

emocionou ao concluir". A expressão de Jeanne

na pintura não é apenas um retrato; é quase um

espelho emocional.