E se a fotografia fosse menos um espelho da realidade e
mais um sismógrafo da alma? Carol Cavalcanti nos
convida a escutar com os olhos, a pausar diante daquilo
que
quase
passa
despercebido.
Suas
imagens
—
silenciosas, texturais, rarefeitas — não gritam, sussurram.
Em cada clique, a artista transborda sensibilidade e
arquitetura poética, tornando visível o que o mundo
apressado costuma ignorar.
Carol não fotografa paisagens. Ela as escuta. Com sua
câmera, transforma o visível em verso, traduzindo o
efêmero em permanência. Sua fotografia é a arte de reter o
instante — não o instante óbvio, mas aquele que se insinua
e só se oferece a quem desacelera o olhar.
Com 14 anos de trajetória, pós-graduação em Fotografia e
Audiovisual, e formações no Brasil e no exterior, Carol
desenvolve
uma
obra
autoral
e
delicadamente
revolucionária. Sua câmera não persegue o espetáculo —
persegue o intervalo, a ausência, a sugestão.