A arte de Iuri Lima é visceral,
ancestral e moderna ao
mesmo tempo.
Carrega as marcas de sua
herança afro-brasileira, o
legado do pai, a sabedoria do
corpo e da memória.
Suas obras têm textura, alma e presença. São imagens que falam da
resistência e da beleza, da dor e da reconstrução. Ele entalha não só a
madeira — entalha também o tempo, a ausência, a vida.
Mas o que torna a obra de Iuri única vai além das exposições. Está na técnica
que desenvolveu com as próprias mãos, no silêncio da madeira. Ele trabalha
com xilogravura contemporânea em baixo relevo, utilizando madeira
compensada de 4mm. O desenho nasce do entalhe, da retirada, da
subtração. Depois vem a cor — aplicada com pincel e, sobretudo, com os
dedos. É no toque, na sensibilidade tátil, que ele encontra o tom exato. Seu
processo é quase um ritual: ele sente a madeira, escuta seu ritmo, deixa que
a imagem emerja com intensidade e delicadeza.
Hoje, com obras circulando entre continentes, Iuri segue entalhando sua
identidade no mundo. Cada peça sua é um gesto de cura, de permanência,
de arte como ato de amor e continuidade. Ele não apenas cria — ele
transforma. E ao olhar para suas obras, somos também convidados a tocar
nossa própria história.
Instagram: @iuridesouzalima