Nascida em Buenos Aires e radicada no Rio de Janeiro, Adriana Nataloni
construiu uma trajetória singular no cenário da arte contemporânea. Desde os
primeiros passos, sua inquietação criativa impulsionou uma exploração
constante entre técnicas e materiais, resultando em uma linguagem visual que
desafia convenções e convida à reflexão.
Influenciada por experiências artísticas entre Brasil e França, Adriana transita
por diversas frentes, incluindo pintura, desenho, fotografia e instalação. Sua
prática se ancora na fusão do inorgânico — materiais plásticos e resíduos da
sociedade de consumo — com um discurso que evoca o Antropoceno e
questiona a efemeridade da existência humana.
Ao longo de sua carreira, participou de exposições marcantes, como
“Consumíveis”, na Galeria Artnova, e “Laboratórios de Atmosferas”, no Espaço
Cultural Municipal Sérgio Porto. Suas obras, permeadas por um diálogo entre o
caos e a organização, desafiam a estética industrial e reivindicam um olhar
mais profundo sobre a relação entre matéria e tempo. O crítico Marco
Cavalcanti destaca essa abordagem como um resgate da herança dadaísta,
evocando o espírito insurgente de movimentos artísticos como o Black
Mountain College.
Seu trabalho transforma resíduos plásticos e outros materiais inorgânicos em
composições que refletem a sociedade de consumo e o impacto humano no
planeta. Segundo Marco Cavalcanti, sua obra 'recusa as premissas estéticas da
uniformização industrial', convertendo o caos em uma mensagem estética e
filosófica.
Explorando as nuances da transformação e da resiliência, Adriana convida o
espectador a refletir sobre o pertencimento e a efemeridade. Através de
pinturas, desenhos, fotografias e instalações, revela as camadas invisíveis que
compõem nossa realidade.