No
vibrante
e
multifacetado
panorama
da
arte
contemporânea, surgem artistas que funcionam como
pontes, navegadores fluidos entre linguagens, técnicas e
universos culturais. Raggo é um desses nomes, um artista
visual cuja obra pulsa com a energia da cultura pop, a
fluidez do digital e a expressividade do gesto urbano. Seu
percurso não segue linhas retas, mas sim uma espiral
evolutiva onde a tela, o pixel, o spray e até a forma
tridimensional se tornam extensões de uma busca
incessante por uma identidade visual autêntica e em
constante diálogo com o presente.
A gênese de sua trajetória se ancora na Pop Art — a arte
que,
desde
os
anos
60,
ressignificou
o
cotidiano
transformando-o em símbolo e questionamento cultural.
Raggo bebe dessa fonte com naturalidade, mas recusa a
superfície rasa. Os personagens que habitavam suas telas
transcendem a superfície e ganham corpo, tornando-se
objetos de desejo colecionáveis que carregam a mesma
energia pop. A série "Yogue", inspirada por momentos de
conexão e tranquilidade, oferece um contraponto sereno,
explorando o equilíbrio e a forma humana em busca de
paz – talvez um reflexo da própria busca do artista por
harmonia em meio à sua produção dinâmica. A escultura,
para Raggo, funciona como a materialização de ideias, a
extensão natural de seu universo visual para além da
superfície plana.
Fundamental na compreensão de Raggo é seu diálogo
direto com o público e o espaço. Sua capacidade de
produzir
tanto
obras
autorais
quanto
peças
personalizadas não é apenas versatilidade, mas uma
sintonia fina com o desejo contemporâneo por identidade,
representação
e
pertencimento.
Suas
criações
não
habitam apenas galerias; elas adentram lares, escritórios
e espaços comerciais, transformando ambientes. A
colaboração com o TT Burger é emblemática: a arte deixa
de ser objeto de contemplação distante para se tornar
parte da experiência cotidiana, infundindo o espaço com
identidade visual e energia criativa, provando que a arte
pode ser, sim, um ingrediente essencial na vida urbana.